quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sao Miguel Arcanjo

                                                                                                                                                                                                   
O nome do Arcanjo Miguel possui um revelador significado em hebraico: "Quem como Deus". Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus. No Antigo Testamento o profeta Daniel chama São Miguel de príncipe protetor dos judeus, enquanto que, no Novo Testamento ele é o protetor dos filhos de Deus e de sua Igreja, já que até a segunda vinda do Senhor estaremos em luta espiritual contra os vencidos, que querem nos fazer  perdedores também.  "Houve então um combate no Céu: Miguel e seus anjos combateram contra o dragão. Também o dragão combateu, junto com seus anjos, mas não conseguiu vencer e não se encontrou mais lugar para eles no Céu". (Apocalipse 12, 7-8)



Oração a São Miguel Arcanjo
“Pequeno Exorcismo de Leão XIII”
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas.






quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo



Igreja do Carmo de Olinda PE
 


Carmo de Olinda PE
 
 A Origem dos Carmelitas - Diz a História que o profeta Elias teria visto a Virgem Maria dirigindo-se ao Monte Carmelo (Em Hebraico, “Carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto “Carmelo” quer dizer “vinha do Senhor”), na Palestina, em forma de uma nuvem que saía da terra. Os monges, no ano 93 da era cristã, construíram no Monte uma capela em homenagem à Virgem. Quando foram expulsos pelos sarracenos no século XIII, os monges espalharam-se pelo Ocidente e fundaram vários mosteiros, divulgando a devoção a Nossa Senhora do Carmo. Uma visão do frade carmelita Simão Stock, superior da Ordem, no dia 16 de julho, mostrava a Virgem Maria cercada de anjos, segurando nas mãos um escapulário da ordem e afirmando: “Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: todo o que for revestido deste hábito será salvo”. Vem daí a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo. O Papa Pio XII recomendou essa devoção que entende o escapulário como uma veste mariana, símbolo da proteção da Mãe de Deus.
Os carmelitas na Paraíba - Os carmelitas chegaram ao Estado provavelmente no ano 1591, junto com os beneditinos, franciscanos e jesuítas, com o objetivo de evangelizar e catequizar os índios. No ano 1600 os carmelitas começaram a construção de uma moradia própria aqui na Paraíba. A conclusão da obra foi bastante demorada, incluindo o Convento do Carmo, a igreja da Ordem Primeira do Carmo, a capela de Santa Tereza e a casa dos exercícios dos Irmãos Terceiros. O conjunto carmelitano só ficou pronto em 1763 quando, de acordo com os registros históricos, Frei Manoel de Santa Tereza encerrou as obras usando recursos próprios. Em 1906, o primeiro bispo da Paraíba, Dom Adaucto, transformou o Convento do Carmo no prédio que hoje é conhecido como Palácio do Bispo. Em 1965, o Palácio foi transformado na sede da Arquidiocese da Paraíba, funcionando, até hoje, como Cúria Metropolitana.



Cadetral Básilica de N. Sra. das Neves Joao Pessoa PB
 


Santuário de N. Sra. da Guia Lucena PB
 
 

sábado, 21 de agosto de 2010

Santa Maria Madalena de Pazzi


Santa Maria Madalena de Pazzi, filha de pais ilustres, modelo perfeito de vida e santidade, nasceu em Florença no ano de 1566. No batismo foi chamada Catarina, nome que no dia para a entrada no convento foi mudado para Maria Madalena. É uma das eleitas do Senhor, que desde a mais tenra infância dera indícios indubitáveis de futura santidade. Menina ainda, achava maior prazer nas visitas à Igreja ou na leitura da vida dos Santos. Apenas tinha sete anos de idade e já começava a fazer obras de mortificação. Abstinha-se de frutas, tomava só duas refeições por dia fugia dos divertimentos, para ter mais tempo para ler os santos livros, principalmente os que tratavam da sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo. Assim se explica o grande amor a Jesus Cristo, que tantas coisas maravilhosas lhe operou na vida. Não tendo ainda a idade exigida, não lhe era permitido receber a sagrada Comunhão. O desejo, entretanto, de receber a Jesus na sagrada Hóstia era-lhe tão grande, que os olhos se enchiam de lágrimas, quando via outras pessoas aproximarem-se da santa mesa. Com dez anos fez a primeira comunhão foi indescritível alegria que recebeu, pela primeira vez, o Pão dos Anjos. Ela mesma afirmou muita vezes que o dia da Primeira Comunhão tinha sido o mais belo de sua vida. Logo depois da
Primeira Comunhão, se consagrou a Deus, pelo voto de castidade perpétua.
Quando contava doze anos, nos seus exercícios de mortificações, hegou a usar um hábito grosseiro e dormir no chão, a por uma coroa de espinhos na cabeça e a castigar por muitos modos o seu delicado corpo, manifestando assim o ardente desejo de tornar-se cada vez mais semelhante ao Divino Esposo. Quando diversos jovens se dirigiram aos pais de Maria, para obter-lhe a mão, ela pôde declarar-lhes: "Já escolhi um Esposo mais nobre, mais rico, ao qual serei fiel até a morte". Vencidas muitas dificuldades, Maria conseguiu entrada no convento das Carmelitas em Florença. Após a vestição, se prostrou aos pés da mestra do noviciado e pediu-lhe que não a poupasse em coisa alguma e a ajudasse a adquirir a verdadeira humildade. Tendo recebido o nome de Maria Madalena, tomou a grande penitente a resolução de seguir a Jesus Cristo na prática de heróicas virtudes. No dia da Santíssima Trindade fez a profissão religiosa com tanto amor, que durante duas horas ficou arrebatada em êxtase.
Estes arrebatamentos repetiram-se extraordinariamente e Deus se dignou de dar à sua serva instruções salutares e o conhecimento de coisas futuras. O fogo do divino amor às vezes ardia com tanta veemência que, para aliviá-la, era preciso que lavasse as mãos e o peito com água fria. Em outras ocasiões, tomava o crucifixo nas mãos e exclamava em voz alta: "Ó amor! Ó amor! Não deixarei nunca de vos amar”!”Na festa da Invenção da Santa Cruz percorreu os corredores do convento, gritando com toda a força: “ Ó amor! Quão pouco se vos conhece! Ah! Vinde, vinde ó almas e amai a vosso Deus!" Desejava ter voz de uma força tal, que fosse ouvida até os confins do mundo. Só uma coisa queria pregar aos homens: "Amai a Deus!" Maior sofrimento não lhe podia ser causado, do que dando a notícia de Deus ter sido ofendido. Todos os dias oferecia a Deus orações e penitências, pela conversão dos infiéis e pecadores e, às Irmãs, pedia que fizessem o mesmo. Na ânsia de salvar almas, oferecia-se a Deus para sofrer todas as enfermidades, a morte e ainda os sofrimentos do inferno, se isto fosse realizável, sem precisar odiar e amaldiçoar a Deus. Em certa ocasião disse: "Se Deus, como a São Tomás de Aquino, me perguntasse qual prêmio desejo como recompensa, eu responderia: 'Nada, a não ser a salvação das almas' ".
Os dias de Carnaval eram para Maria Madalena dias de penitência, de oração e de lágrimas, para aplacar a ira de Deus provocada pelos pecadores. Para o corpo era de uma dureza implacável; não só o castigava, impondo-lhe o cilício, obrigando-o a vigílias, mas principalmente o sujeitava a um jejum rigorosíssimo; durante vinte e dois anos teve por único alimento pão e água. Não menos provada foi sua alma; Deus houve por bem mandar-lhe grandes provações. Durante cinco anos sofreu ininterruptamente os mais rudes ataques de pensamento contra a fé, sem que por isso se tivesse deixado levar pelo desânimo. Muitas vezes se abraçava coma imagem do crucifixo, implorando a assistência da graça Divina. Nos últimos três anos de vida, sofreu diversas enfermidades. Deus permitiu que nas dores ficasse privada ainda de consolações espirituais. Impossibilitada de andar era forçada a guardar o leito. Via-se então um fato extraordinário: quando era dado o sinal para a Missa ou Comunhão, ela se levantava, ia ao coro e assistia a Missa toda.  De volta para a cela, caía de novo na prostração e imobilidade. Quando lhe aconselharam abster-se da Comunhão, declarou ser-lhe impossível, sem o conforte deste Sacramento, suportar as dores. No meio dos sofrimentos, o seu único desejo era: "Sofrer, não morrer". Ao confessor, que lhe falou da probabilidade de um fim próximo dos sofrimentos, ela respondeu: "Não, meu padre, não desejo ter este consolo, desejo poder sofrer até o fim de minha vida".
Quando os médicos lhe comunicaram a proximidade da morte, Maria Madalena recebeu os sacramentos da Extrema Unção e do Viático com uma fé, que comoveu a todos que estavam presentes como se fosse grande pecadora pediu a todas as Irmãs perdão de suas faltas. O dia 25 de maio de 1607 libertou-lhe a alma do cárcere do corpo. Deus glorificou-a logo, por um grande milagre. O corpo macerado pelas contínuas penitências, doenças, jejuns e disciplinas, rejuvenesceu, exalava um perfume delicioso, que enchia toda a casa. Cinqüenta e seis anos depois, em 1663, quando se lhe abriu o túmulo, foi-lhe encontrado o corpo sem o menor sinal de decomposição, percebendo-se ainda o celeste perfume. Beatificada em 1626 pelo Papa Urbano VIII, foi inserta no catálogo dos Santos em 1669, pelo Papa Clemente IX.
Maria Madalena sofreu durante cinco anos, as mais terríveis tentações de desespero, contra a fé e a pureza; clamando a Deus por socorro, com a graça venceu todas as dificuldades. Satanás costuma molestar com tais tentações as pessoas que se dedicam ao serviço do Senhor. Diz São Gregório: "Se sois perseguidos por tentações, não desanimeis. Pedi a Deus a graça e Ele não vos deixará cair. Deus é fiel e não permite que sejais tentados mais do que podem as vossas forças" (I Cor 10,13). Oferece-vos a graça, para que possais vencer a tentação. Além disto, tendes a vossa vontade, que não pode ser forçada por ninguém. "Eis a fraqueza do inimigo”, diz São Bernardo, "que não poderá vencer senão àquele, que o consentir. O inimigo pode excitar a tentação, mas de nós depende consentí-la ou rejeitá-la".

"Já não me preocupa nem morrer, nem viver,
só quero a vontade de Deus". 



A Regra do Carmo


Sao José, Patrono da Ordem
 Introdução
A Regra do Carmo foi escrita por Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, entre os anos 1206-1214 para os eremitas latinos do Monte Carmelo, que vieram a ser os Carmelitas. Foi aprovada pelo Papa Honório III em 30 de Janeiro de 1226 e confirmada por Gregório IX em 6 de Abril de 1229 e novamente por Inocêncio IV em 8 de junho de 1245. Por fim, este mesmo Papa, depois de a ter adaptado às condições de vida do ocidente, aprovou-a definitivamente e solenemente, de forma oficial, como Regra em sentido próprio (Regula Bulata) no dia 1 de Outubro de 1247.
Aprovou definitivamente com algumas modificações através da bula Quae Honoris Conditoris. A bula original se perdeu, mas há uma cópia do texto latino da Regra do Carmo no Arquivo Secreto Vaticano. A bula era do tipo de documento Pontifício chamado “littera sollemne bullata”, ou seja, o Documento Papal mais solene da época. Com a aprovação definitiva da Regra, os carmelitas se tornaram, de Direito, uma verdadeira Ordem Religiosa entre os Mendicantes.

A Regra de Santo Alberto
• CAPÍTULO 1 - Alberto, chamado por graça de Deus a ser Patriarca da Igreja de Jerusalém, aos amados filhos em Cristo, B. e outros eremitas que vivem sob a sua obediência junto à Fonte no Monte Carmelo: a salvação no Senhor e a bênção do Espírito Santo.
• CAPÍTULO 2 - Muitas vezes e de muitos modos os Santos estabeleceram como cada um, qualquer que seja o estado de vida a que pertença ou modo de vida religiosa que tiver escolhido, deve viver em obséquio de Jesus Cristo e servi-lo fielmente com o coração puro e boa consciência.
• CAPÍTULO 3 - No entanto, como nos pedistes que vos déssemos uma fórmula de vida de acordo com o vosso projeto à qual deveis manter fiéis no futuro:

Frei Caneca da
(Provincia Carmelitana Penambucana)
 • CAPÍTULO 4 - Determinamos, em primeiro lugar, que tenhais um de vós como prior, o qual há-de-ser eleito para este serviço com o consenso unânime de todos ou da parte mais numerosa e madura. A ele prometa obediência cada um dos outros e se empenhe em guardar de verdade na prática o que prometeu, juntamente com a castidade e a renúncia à propriedade.
• CAPÍTULO 5 - Podereis fixa os vossos lugares de residência em locais solitários ou onde vos forem doados, desde que sejam apropriados à vossa forma de vida religiosa, de acordo com o que o prior e os irmãos acharem mais conveniente.
• CAPÍTULO 6 - Além disso, tendo em conta a disposição do lugar em que vos decidistes a estabelecer, tenha cada um de vós a sua própria cela separada, conforme lhe for indicado por disposição do próprio prior e com o consentimento dos irmãos ou da parte mais madura.
• CAPÍTULO 7 - Faça-se, porém, de tal forma que comais num refeitório comum o alimento que vos for distribuído, escutando juntos alguma leitura da Sagrada Escritura, onde isto puder ser observado sem dificuldade.
• CAPÍTULO 8 - A nenhum irmão será permitido, a não ser com a licença do prior em exercício, mudar-se do lugar que lhe for indicado ou trocá-lo com outro.
• CAPÍTULO 9 - A cela do prior esteja junto à entrada onde habitardes, para que seja ele o primeiro a acorrer aos que vierem a esse lugar; e depois proceda-se em tudo o que for necessário de acordo com o seu critério e disposições.
• CAPÍTULO 10 - Permaneça cada um na sua cela ou perto dela meditando dia e noite na Lei do Senhor e vigiando em orações, a não ser que esteja ocupado em outros justificados afazeres.
• CAPÍTULO 11 - Os que sabem recitar as horas canônicas com os clérigos, recitem-nas segundo as disposições dos Santos Padres e o costume aprovado pela Igreja. Os que não sabem, recitem vinte e cinco vezes o Pai Nosso nas vigílias noturnas, exceto aos Domingos e Solenidades, em cujas vigílias determinamos que se duplique o número mencionado, de modo que o Pai nosso seja recitado cinqüenta vezes. A mesma oração seja recitada sete vezes no louvor da manhã e de igual modo sete vezes em cada uma das outras horas, à exceção de Vésperas, nas quais deverei recitá-la quinze vezes.
• CAPÍTULO 12 - Nenhum dos irmãos diga que algo é sua propriedade, mas tende entre vós tudo em comum, sendo distribuído a cada um que for preciso pela mão do prior – ou seja, pelo irmão por ele designado para este serviço – levando em conta a idade e as necessidades de cada um.
• CAPÍTULO 13 - Contudo, na medida em que vos for necessário, podeis ter burros ou mulas e criar algum tipo de animais ou de aves para alimentação.
• CAPÍTULO 14 - O oratório, na medida do possível, seja construído no meio das células, onde cada dia pela madrugada vos deveis reunir para participar na celebração Eucarística, onde isso puder ser feito sem dificuldade.
• CAPÍTULO 15 - Da mesma maneira, nos domingos, ou noutros dias se necessário for, deveis reunir-vos para tratar da observância na ida comum e do bem-estar espiritual das pessoas. Igualmente, na mesma ocasião, corrijam-se com a caridade as transgreções e as culpas que porventura forem encontradas em algum dos irmãos.
• CAPÍTULO 16 - O jejum, devem observá-lo todos os dias, á exceção dos domingos, desde a festa da Exaltação da Santa Cruz até ao dia da Ressurreição do Senhor, a não ser que alguma enfermidade ou debilidade do corpo ou outro justo motivo aconselhem a dispensar do jejum, pois a necessidade não tem lei.

• CAPÍTULO 17 - Abstetenham-se de comer carne, a não ser que esta deva ser tomada como um remédio em caso de enfermidade ou debilidade. E como, durante as viagens, vos vedes obrigados a mendigar com maior freqüência o vosso sustento, para não incomodardes a quem vos hospeda, fora das vossas casas podereis comer alimentos preparados com carne. Também vos será permitido comer carne durante as viagens por mar.
• CAPÍTULO 18 - Uma vez que a vida do homem sobre a terra é um tempo de provação e todos os que querem viver piedosamente em Cristo sofrem perseguição e como além disso o vosso adversário, o diabo, anda rodando por aí como um leão que ruge, procurando a quem devorar, esforçai-vos, com toda a diligência, em vos revestir da armadura de Deus, para que possais resistir às insídias do inimigo.
• CAPÍTULO 19 - Os rins devem ser cingidos com o cíngulo da castidade e o peito protegido por pensamentos santos, pois está escrito: “o pensamento santo te guardará”. a couraça da justiça deve ser usada como veste, a fim de amardes o Senhor, vosso Deus, de todo o coração, com toda a alma e com todas as forças e o vosso próximo como a vós mesmos. Sempre e em tudo deve ser empunhado o escudo da fé, com o qual possais apagar todos as setas inflamadas de malícia do inimigo, pois sem fé, é impossível agradar a Deus. O capacete da salvação deve ser colocado na cabeça, para que espereis a salvação unicamente do Salvador, que salva seu povo dos seus pecados. A espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, habite com abundância na vossa boca e nos vossos corações. E tudo o que tiverdes de fazer, seja feito na Palavra do Senhor.
• CAPÍTULO 20 - Deveis fazer algum trabalho, para que o diabo vos encontre sempre ocupados, não conseguindo encontrar alguma brecha para penetrar, garças à vossa ociosidade, nas vossas almas. Nisto tendes não só o ensinamento como também o exemplo do Apóstolo São Paulo, por cuja boca Cristo falava, o qual foi constituído e dado por Deus como pregador e mestre dos gentios na fé e na verdade. Se o seguirdes, não podereis extraviar-vos. Diz ele: “Estivemos entre vós no meio de trabalhos e fadigas, labutando dia e noite, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não que não tivéssemos esse direito, mas quisemos apresentar-nos a nós mesmos como um exemplo para que nos imitásseis. Com efeito, quando ainda estávamos convosco, dávamos esta regra: se alguém não quer trabalhar, também não coma. Ora, constou-nos que alguns de vós levam uma vida irrequieta, sem nada fazer. A esses ordenamos e suplicamos no Senhor Jesus Cristo, que trabalhem em silêncio, ganhando o pão que comem”. Este caminho é santo e bom; sigui-o.
• CAPÍTULO 21 - O Apóstolo recomenda o silêncio, quando manda que é nele que se deve trabalhar. E do mesmo modo , como afirma o profeta: “é no silêncio que se cultiva a justiça”; e ainda: “no silêncio e na esperança estará vossa força”. Por isso, determinamos que guardeis silêncio depois da recitação de Completas até à conclusão da Hora de Prima do dia seguinte. Fora este tempo, embora a observância do silêncio não seja tão rigorosa, abstenham-se com tanto mais cuidado do muito falar. Porque, tal como está escrito e não menos o ensina a experiência, “no muito falar não faltará o pecado”; e “quem fala inconsideradamente causa a sua pró pia ruína”, e, também, “quem muito fala prejudicar-se a si mesmo”; e o Senhor no Evangelho: “de toda a palavra vã que os homens proferirem, dela prestarão contas no dia do juízo”. Faça pois cada um de vós uma balança para as suas palavras e rédeas curtas para a sua boca, para que não venha a escorregar e a cair de repente por causa da sua língua numa queda sem cura que o leve á morte. Vigie cada um, como diz o profeta, sobre a sua própria conduta para não pecar com a língua, e esforce-se diligentemente e com prudência por observar aquele silêncio em que se cultiva a justiça.
• CAPÍTULO 22 - Tu, porém , irmão B., e quem quer que for designado prior depois de ti, tende sempre mente e cumpri na prática o que o Senhor diz no Evangelho: “Quem quiser ser o maior entre vós, seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós, seja o vosso escravo.
• CAPÍTULO 23 - Também vós, irmãos,honrai humildemente o vosso prior, pensado, mais do que na sua pessoa, em Cristo, o qual o pôs acima das vossas cabeças e diz aos que estão à frente das Igrejas: “Quem vos escuta, é a mim que escuta; quem vos despreza, é a mim que despreza”. A fim de não serdes condenados como réus por menosprezo, mas para que possais merecer pela obediência a recompensa da vida eterna.
• CAPÍTULO 24 - É isto que vos escrevemos brevemente, dando-vo uma fórmula de vida segundo a qual deveis viver. Se entretanto alguém fizer mais do que o prescrito, o próprio Senhor lhe retribuirá, quando voltar. Use-se, porém, de discrição, que é a moderadora das virtudes.


(S. Simão Stock)

 Flos Carmeli,
Vitis Florigera,
Splendor Coeli.
Virgo Puepera,
Singularis,
Mater mitis.
Sed Viri Necia,
Camrelis da Privilegia,
 Stella Maris.
Alelluia! 

Leitura Orante da Palavra de Deus




Lectio divina é uma prática e método de oração, reflexão e contemplação praticado pelos fiéis do Catolicismo desde tempos antigos, particularmente nos mosteiros beneditinos. Consiste na prática de oração e leitura das Escrituras e tem o intuito, segundo a Igreja Católica, de promover a comunhão com Deus e aumentar o conhecimento da Palavra de Deus.
Guigo, prior da Grande Cartuxa, na sua famosa Scala Claustralium construiu uma escada de quatro degraus, a saber:  Lectio - Leitura  Meditatio - Meditação Oratio - OraçãoContemplatio - Contemplação
Na Lectio/Leitura, toma-se o Texto Sagrado, A Sagrada Escritura de preferência e faz-se a leitura lenta e cuidadosa do texto, não tanto com o objetivo de fazer uma exegese bíblica, mas sim o de 'escutar' o que Deus fala ao leitor. Pode-se repetir a leitura quantas vezes for preciso, até que se sinta 'tocado', pelo Senhor.
Na Meditatio/Meditação, rumina-se a Palavra, busca-se perceber o que é que Deus fala àquele (a) que lê. Não é mais uma leitura, mas uma 'escuta' da Palavra. "Fala, Senhor, teu servo escuta!"
Na Oratio/Oração, responde-se a Deus que antes falou. De acordo com o contexto, com a história pessoal de cada um naquele momento, deixa-se o coração derramar-se diante do Senhor. Se antes se escutou, agora responde-se a Deus. Pode ser uma súplica, ação de graças, petição, o que o coração mandar, enfim. É um diálogo com Deus e uma relação entre dois seres que se amam. A alma e Deus!
Na Contemplatio/Contemplação, já não há mais necessidade de palavras. O orante/leitor tomou contato com o texto escrito, ou até diante da Natureza, de um fato da vida; leu, ou melhor, 'escutou' a Voz que fala em seu coração. Responde a essa Palavra, escrita ou não. E no último estágio, na Contemplação, cala-se, adora, entrega-se numa adoração muda e silenciosa. A Oração centrante é uma modalidade de oração contemplativa que se enquadra nesse quarto estágio da Lectio Divina.
A Lectio Divina, como escreveu São Bento, a exemplo de Santo Ambrósio, Santo Agostinho e outros Padres (já se encontra essa expressão em Orígenes - theía anágnosis) é "considerada por toda a tradição" - e pelo congresso dos abades beneditinos de 1967 - "como um dos meios mais adequados e necessários para a vida dos monges". Constitui uma parte essencial da conversatio monástica, um dos instrumentos tradicionais mais característicos para buscar a Deus.

O Santo Bentinho

Escapulário de Nossa Senhora do Carmo - A Virgem Maria entrega a São Simão Stock o escapulário (Sec. XIX; Igreja de Santa Maria da Vitória, Roma).


Canavial próximo do Convento em lucena
 Definição - O escapulário (do latim scapula, escápula) é um pedaço de pano que envolve integralmente os ombros de quem o veste. O tecido varia em forma, cor, tamanho e estilo, dependendo do uso para o qual foi produzido, nomeadamente para atividades monásticas ou de devoção. O escapulário do Carmo é definido como sendo uma "tira de pano que os frades e freiras de certas ordens trazem sobre o peito" (Dicionário Aurélio). Normalmente, quando se fala de um escapulário costuma referir-se o escapulário da Ordem do Carmo, que é reconhecido pela Igreja Católica e que todos os Papas do século XX usaram.
O Escapulário do Carmo está ligado a uma venerável tradição carmelita, a saber, à "visão" de São Simão Stock. Segundo esta tradição, Nossa Senhora teria aparecido a São Simão Stock, trazendo o escapulário na mão.Vastíssima foi a difusão da devoção do Escapulário do Carmo entre os fiéis a partir do século XV. Deste modo, o escapulário tem servido de instrumento para estender a família Carmelita para além do círculo dos frades e freiras, com a ampla agregação de leigos devotos do Escapulário. Além de sinal de agregação à Ordem do Carmo, o escapulário é também sinal de pertença a Maria; é símbolo próprio para exprimir devoção à Mãe de Jesus, bem como a filiação dos fiéis à família Carmelita. Para os leigos carmelitas, hoje em dia, o escapulário é uma pequena tira de pano ou mesmo medalha metálica que estes usam após uma singular cerimônia de imposição.
Sinal externo, exprime a convicção do afiliado a viver consagrado à Virgem Maria e sob a sua protecção. Recorda àquele que o usa, o compromisso da Ordem e o seu jeito de vida, a dimensão mariana do carisma carmelita (que se caracteriza por uma vida de familiaridade com Maria, impregnada de oração, imitação e presença). Concretamente, como meio de consagração, o escapulário fala - como dizia o Papa Pio XII - de humildade, de castidade, de oração contínua e de todas as virtudes da Mãe, das quais o devoto se deve revestir e é convidado a uma íntima união com Deus e ao serviço humilde do próximo na Igreja. A devoção dos católicos afirma que, com seu materno amor, Maria cuida dos irmãos de Seu Filho que ainda peregrinam, vivendo no meio de perigos e dificuldades, até que cheguem à Pátria Celeste. A doutrina mariana afirma: “um verdadeiro devoto de Maria salva-se”. O Escapulário do Carmo, assim entendido, concretiza a maternidade espiritual de Maria que protege na vida, salva na morte e intercede depois a morte.
Manifestação de Nossa Senhora a São Simão Stock - O carmelita inglês São Simão Stock viveu no século XIII e morreu em Bordeaux. Foi Prior Geral da Ordem. Segundo uma tradição, Nossa Senhora apareceu-lhe numa visão e lhe entregou o escapulário, como sinal de sua proteção.
Historicamente documentadas são as seguintes datas da Ordem de Nossa Senhora do Carmelo. Foi no século XII que o calabrez Bertoldo, com alguns companheiros, se estabeleceu no Monte Carmelo. Não se sabe se encontraram lá a Congregação dos Servos de Maria ou se fundaram uma deste nome; certo é que receberam em 1209 uma regra rigorosíssima, aprovada pelo Patriarca de Jerusalém – Alberto. Pelas cruzadas esta Congregação tornou-se conhecida também na Europa. Dois nobres fidalgos da Inglaterra convidaram alguns religiosos do Carmelo, para acompanhá-los e fundar conventos na Inglaterra, o que fizeram. Pela mesma época vivia no condado de Kent um eremita que, havia vinte anos, habitava na solidão, tendo por residência o tronco oco de uma árvore. O nome desse eremita era Simão Stock. Atraído pela vida mortificada dos carmelitas recém-chegados, como também pela devoção Mariana que aquela Ordem cultivava, pediu admissão como noviço na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Em 1225, Simão Stock foi eleito coadjutor Geral da Ordem, já então bastante conhecida e espalhada.
A Ordem começou a sofrer muita oposição, e Simão Stock fez uma viagem para Roma. Honório III, avisado em misteriosa visão que teve de Nossa Senhora, não só recebeu com toda deferência os religiosos carmelitas, mas aprovou novamente a regra da Ordem. Simão Stock visitou depois os Irmãos da ordem no Monte Carmelo, e demorou-se com eles seis anos. Um capítulo geral da Ordem, realizado em 1237, determinou a transferência para a Europa de quase todos os religiosos, os quais, para se verem livres das vexações dos Sarracenos, procuraram a Inglaterra, onde a Ordem possuía já 40 conventos. No ano de 1245, foi Simão Stock eleito Superior Geral da Ordem e a regra teve aprovação do Papa Inocêncio IV.
A Ordem de Nossa Senhora do Carmo, colocada sob a proteção da Santa Sé, começou a ter, então, uma aceitação extraordinária no mundo católico.
Para isto concorreu poderosamente a Irmandade do Escapulário, que deve a fundação a Simão Stock. Homem de grandes virtudes, privilegiado por Deus com os dons da profecia e dos milagres, empregou Simão Stock toda energia para propagar, na Ordem e no mundo inteiro, o culto mariano. Sendo devotíssimo a Maria Santíssima, desejava obter da Rainha Celestial um penhor visível de sua benevolência e maternal proteção. Foi aos 16 de julho de 1251 que, estando em oração fervorosa, a renovar o pedido, Nossa Senhora se dignou aparecer-lhe. Rodeada de espíritos celestes, veio trazer-lhe um escapulário. “Meu dileto filho – disse-lhe a Rainha do céu – eis o escapulário, que será o distintivo de minha Ordem. Aceita-o como um penhor de privilégio, que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer vestido deste escapulário, estará livre do fogo do inferno".
Estando-lhe assim satisfeita a maior aspiração, Simão Stock tratou então de divulgar a irmandade do escapulário e convidar o mundo católico a participar dos grandes privilégios anexos. Extraordinária foi a afluência a tão útil instituição. Entre os devotos do escapulário de Nossa Senhora do Carmo, vêem-se Papas, Cardeais e Bispos. Numerosos têm sido os príncipes que pediram ser inscritos na irmandade, como Eduardo III da Inglaterra, os imperadores da Alemanha, Fernando I e II e reis da Espanha, de Portugal e da França, além de muitas rainhas e princesas de diversas nações. O Escapulário teve uma aceitação favorável e universal entre o povo católico. Neste sentido, só é comparável ao Rosário. Como este, também teve adversários; como o Rosário, também o escapulário tem sido agredido com todas as armas da impiedade, da malícia, do escárnio e do ódio. Mas também, como o Rosário tem experimentado o efeito poderosíssimo da proteção da Mãe de Deus; só assim é explicável o fato de ter o escapulário passado incólume através de 750 anos e, hoje em dia, mais do que nunca, gozar da predileção do povo cristão. Se bem que a visão que São Simão Stock afirma ter tido de Nossa Senhora, não possuía o valor da autoridade de artigo de fé, tão averiguada se apresenta que desfaz qualquer dúvida que a respeito possa subsistir.

Área interna do Convento Carmelita
Bto. Eliseu Maneus - Lucena PB
 É Relatada com todas as minúcias pelo confessor do Santo, padre Swainton. Aprovada por muitos Papas, a irmandade do escapulário foi grandemente elogiada por Benedito XIV; mais de 100 escritores dos séculos XIII, XIV e XV, dos quais alguns não pertenciam à Ordem Carmelitana, se referem à visão de Simão Stock como a um fato que não admite dúvida. As universidades mais célebres, as de Paris e Salamanca, declaram-se igualmente a favor. Dois decretos da Cúria Pontifícia, exarados pelos cardeais Belarmino e de Torres, declararam autêntica e verídica a biografia de São Simão Stock, que contém a narração da maravilhosa visão.

Santa Teresa do Menino Jesus



"O amor que sabe tirar proveito de tudo,
consome tudo que pode desagradar a Jesus,
deixando apenas uma humilde
e profunda paz no fundo do coraçao".


"A vida é um tesouro, cada instante, uma eternidade,
uma eternidade de alegria para o céu,
uma eternidade para ver Deus,
face a face, de ser um com Ele.
 Só Jesus é, todo resto nao é"



"Nao devemos nos apegar a nada sobre a terra,
pois elas nos faltarao no momento em que pensarmos mesmo nisto
 apenas o eterno pode nos contentar



"Passarei o meu céu fazendo o bem sobre a terra".




O Filho do Homem

Jesus Cristo: Ontem Hoje e Sempre!

À DISTÂNCIA

Há quem por ti de longe vela,
Deseja te ver sempre brilhar,
Oferece-te carinho e zela
Por tua felicidade e bem-estar.

Alguém com palavras pincela
O quanto encanta o teu olhar,
Compõe versificada aquarela,
Almeja admiração demonstrar.

Tanta dedicação assim revela
Ser pouco importante o lugar,
Se uma paixão existe e é bela
Até a distância poderá superar. 
     Dennys Távora